Notícia

Dia 06 de Setembro de 2012

Conheça a Associação “Mãos amigas”, que luta na prevenção ao câncer em Manduri.





A cidade de Manduri conta com a Associação voluntária de combate ao câncer, denominada “Mãos amigas”. A equipe voluntária tem realizado um belíssimo trabalho em nossa cidade, ajudando aqueles que lutam contra a doença.

Na manhã desta quinta-feira (06), a reportagem do MN esteve na sede da associação, entrevistando a diretora, Dra Samara Tavares, que explicou há quanto tempo à entidade funciona, de que forma as ajudas são realizadas e como a população pode contribuir com a associação “Mãos amigas”.

Abaixo você confere a entrevista completa:


1. A entidade surgiu quando e como em nossa cidade?

A 12 anos atrás a cidade de Jaú procurava municípios para a realização de parcerias, a Srª Isabel, proprietária de uma conhecida farmácia da cidade, interessou-se pela ideia e fundou o antigo “grupo” existente até o outubro de 2011, que se mantinha com a ajuda de mais três voluntarias. Neste mesmo mês do ano passado, foi criada uma diretoria que assumiu o “grupo” e o regularizou para que se tornasse de fato uma associação.

2. Qual o objetivo da Associação?

O grande objetivo é trabalhar auxiliando aos portadores de Câncer, ajudando-os com o fornecimento de medicação e exames, e aos pacientes carentes, com alimentação complementar. Além disso, lutamos contra o câncer, com campanhas preventivas.

3. Quais os benefícios e resultados que a associação já tem notado em seus pacientes?

Hoje o grupo auxilia 17 pacientes em Manduri. Um dos resultados é a facilidade, propiciada aos pacientes, que não mais precisam ir até outra cidade e passar um longo período de tempo aguardando para serem atendidos. Os exames agora são realizados em um laboratório local, com os custos por conta da associação, e enviados ao hospital, evitando assim viagens e horas de espera desnecessária.

4. Existe uma diretoria que cuide da instituição?

Existe e é formada por 12 membros, sendo 6 da diretoria, e a outra parcela do conselho fiscal. Além disso, a associação em seu todo, conta com 16 voluntários.

5. A população de Manduri tem contribuído/ajudado?

Sim, tem ajudado e muito. Os colaboradores têm aumentado de forma significativa e hoje somamos quase 300 colaboradores mensais, que nos enviam alimentos e participam de nossos eventos beneficentes. Ainda recebemos também apoio de algumas escolas da cidade, que abraçam nossas campanhas sempre que precisamos.

6. De onde vem o sustento da entidade? Existe a ajuda do poder público?

A associação se mantém das doações de colaboradores, eventos beneficentes e não recebe ajuda do poder público.

7. Aos que desejarem contribuir, como o podem fazer?

Todas as contribuições são bem vindas, e podem ser feitas em nossa sede, que no momento está situada na Av, Rio de Janeiro 886, ou pelo telefone 3356-1749.

8. No último mês, a associação recebeu uma nova sede. De que forma isto aconteceu?

A algumas semanas, realizamos um almoço beneficente e após o evento, uma reunião para a prestação de contas. Na reunião cogitamos a mudança para uma sede maior, pois o local em que ainda estamos não abrigava tudo o que é necessário. Graças às doações recebidas, no almoço realizado, todo o alimento ficou estocado em nossa sede, se tornando quase impossível entrar no local.

Diante disto, eu que sou diretora (Samara), acompanhada de minha vice, procuramos o Sr Prefeito Municipal, na expectativa de conseguirmos a cessão do espaço “Lyons Club”. De forma amiga, ele aprovou a decisão e ficou feliz em nos poder ajudar. O projeto por sua vez foi encaminhado a Câmara e votado na última sessão, aprovado por unanimidade.

O engenheiro da prefeitura já esteve no local, e algumas mudanças necessárias serão realizadas no prédio, para que em breve possamos atuar nele. A ação sobre o “Lyons Club” foi conquistada por 10 anos, podendo ser renovada após o termino, pelo mesmo período.

9. Quem pode receber a ajuda do grupo?

Todas as pessoas portadoras do câncer residentes em Manduri ou Óleo. Porém existe uma conduta ética pelo Hospital Amaral Carvalho de Jaú, que por mais que saibamos sobre alguma pessoa portadora do câncer, não podemos ir até ela oferecer ajuda. Isto se dá, pelo fato de muitas pessoas se sentirem constrangidas por serem portadoras da doença, ou até mesmo, não ser avisada pela a família, sobre seu estado de saúde.
Assim sendo, aos que necessitam de nosso auxílio, devem “provocar” esta ajuda, nos procurando em nossa sede.

10. Agradecemos a Associação por confiar em nosso informativo e nos ceder a entrevista. Abrimos aqui espaço para as considerações finais.

Temos notado que temos crescido quanto ao voluntariado, e ainda recebemos muitas notícias de pessoas que desejam ser voluntárias ou colaboradoras da associação.

Como voluntários a maior gratificação que temos é poder ajudar os portadores do câncer, garantindo e dando de forma possível uma maior dignidade a eles neste tratamento, que já é tão difícil.




Fonte:MN


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